Perspectivas 2011 para a mineração paulista e a estabilidade dos preços do material de construção no primeiro trimestre
O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, destacou a importância do setor mineral dizendo que ele, atualmente, vive um de seus melhores momentos. A demanda internacional por commodities minerais alcançou um nível extraordinário nos últimos cinco anos e os preços, em decorrência, deram saltos inéditos na história econômica do comércio de bens minerais.
Em pronunciamento, ele fez questão de frisar: “Gostaria de destacar um importante segmento da mineração brasileira que muitas vezes é relegado ao esquecimento. Refiro-me à pequena mineração, que não pode ser colocada em segundo plano. Esse segmento representa mais de 70% do número de empresas de mineração do país; 25% da mão de obra contratada e que predomina na produção de argila para fabricação de tijolos e telhas, areia e brita para a construção civil, ardósia, calcário, gemas, gipsita, granito, diamante, feldspato, mica, quartzito e outros bens minerais”.

Este mesmo destaque para o setor foi dado pela revista “In The Mine” em seu último número, quando duas empresas assessoradas pela MGA apresentaram suas perspectivas para o ano de 2011. Segundo Carlos Alfredo Bigaton, sócio proprietário da empresa Porto de Areia Graminha Ltda, que produz areia e cascalho na região de Piracicaba, as perspectivas para este ano são extremamente positivas. Comentou a melhora das empresas nas questões relacionadas ao meio ambiente e citou a burocracia como principal entrave para o crescimento do setor. Já o empresário Alexandre Platzeck Leonardi, gestor da empresa Aldeia do Lago, que produz argila para a indústria cerâmica e cascalho para construção civil, tem a expectativa de crescer 20% em relação a 2010.
O decorrer do primeiro trimestre do ano mostrou outro aspecto importante: os preços do material de construção, depois de registrar um aumento de 7,48% em 2010, começaram 2011 praticamente estáveis. De janeiro a março, o valor dos produtos subiu em média 2,27%, abaixo da inflação de 2,62% registrada pelo Índice de Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Dos 15 produtos pesquisados pelo Dieese, apenas quatro registraram aumento superior à inflação. O tijolo teve aumento de 7,3%; em contrapartida, cimento, areia e telhas de amianto registram queda de preço e equilibram o orçamento da obra.Os preços dos materiais de construção estão subindo em ritmo menor porque, depois de muito tempo, parece que finalmente a oferta está se ajustando à demanda.