uma antiga área de mineração recuperada em são paulo
Nas décadas de 50 e 60 a área onde hoje é o Parque Villa Lobos era uma atuante área de mineração de areia, com várias cavas e equipamentos. Na década de 80 o mesmo local abrigou um depósito de lixo do CEAGESP – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo, onde aproximadamente 80 famílias recolhiam alimentos e embalagens. Na porção leste da área onde hoje foi construído o Shopping Villa Lobos era depositado o lodo e o material dragado do Rio Pinheiros. Nesta época, na porção central da área, o antigo proprietário permitia o depósito de entulho oriundo da construção civil.
Em 1987 foi comemorado o centenário de nascimento do maestro e compositor Heitor Villa Lobos. Nesta mesma época foram então apresentados os primeiros estudos visando à implantação de um parque temático contemporâneo, a recuperação ambiental da área e proporcionando um novo uso para a população.
O parque tem atualmente uma área com 732mil m², possui ciclovias, quadras, campos de futebol, playground e bosque com espécies vegetais de mata atlântica. A área de lazer inclui aparelhos de ginástica, pista de Cooper, tabelas de “street basketball” e um anfiteatro para 750 lugares, sanitários adaptados e lanchonete. Um diferencial do parque é o pioneirismo no acesso para as pessoas com necessidades especiais.
No ano de 2004, a administração foi transferida para SMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo pelo Decreto Estadual 48.441. No mesmo ano, foi iniciada a execução de intervenções emergenciais para solucionar problemas de manutenção existentes no local. Também começou a elaboração de projetos executivos para a área de expansão do parque, adequados à legislação atual e ao terreno, com base no projeto original.
Segundo a arquiteta e gestora do parque, Ana Lucia Faria, o parque recebe durante a semana 3 a 5 mil visitantes e aos finais de semana, cerca de 60 mil pessoas. Ela tem orgulho em citar os projetos que estão por vir e as melhorias do parque, como por exemplo a acessibilidade para deficientes com construção de rampas, empréstimos de cadeiras de rodas, brinquedos para as crianças, alcance visual e manual de bebedouros etc.
A Ana Lucia cita com emoção o projeto da caixa de areia para as crianças com deficiência, um espaço onde elas têm o contato mais próximo com a areia e se divertem com outros brinquedos adaptados. “Um espaço agradável para eles. Um sorriso paga qualquer preço e a satisfação é enorme.”